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A evolução do banner na Internet

Há 17 anos surgia o banner clicável como conhecemos hoje. Em 1993 foi lançado o Mosaic, primeiro navegador que exibia gráficos misturados com textos nas páginas web, que abriu as portas para a expansão da internet e também inaugurou uma indústria que só no ano passado movimentou mais de 950 milhões de reais no Brasil, de acordo com o estudo do Projeto Inter-Meios.

O primeiro banner da internet foi vendido para uma empresa jurídica de Silicon Valley, no estado americano da Califórnia. Hoje a empresa não existe mais, mas o formato utilizado naquele banner curiosamente se tornou o mais tradicional da web e ainda é um dos mais usados nos dias de hoje, conhecido como full banner.
Logo surgiram diferentes formatos e modelos de comercialização e sites com maior audiência buscavam receita na venda desses espaços, na medida em que os anunciantes aderiam à web como uma nova mídia de divulgação de seus produtos.

Em 2000, um portal com grande tráfego como o AOL.COM já comercializava em torno de 16 formatos de banners para serem veiculados em até 14 páginas distintas do site.

 

Mas, considerando a baixa velocidade de conexão da época e evitando maiores esperas no carregamento das páginas, o portal, como todos os demais, exigia que os banners fossem desenvolvidos de forma simples e com poucos kbytes de peso.

Nos anos seguintes o crescimento da banda larga avança e surgem tecnologias como o Flash, permitindo animações e formatos diferenciados que começam aos poucos a serem comercializados, como os banners expansíveis - onde internautas passam o mouse e eles aumentam de tamanho -, os banners que “flutuam” pela página e outras soluções na briga pelos cliques do usuário.

E com a contínua popularização do acesso rápido, a internet vem se mostrando também como um meio viável e adequado para comunicação em vídeo e jornais, provedores e sites de conteúdo gerados por usuários adotam esse recurso. Em 2009, 68% dos usuários ativos no Brasil navegaram em sites de vídeo, segundo pesquisa do Ibope Nielsen.

 

Essa demanda impulsiona um novo formato de banner, agora conhecido como videobanner, que incorpora vídeo e que é acionado pelo usuário, por meio do clique ou com o passar do mouse.

Com mensagens de curta duração, o videobanner se mostra uma nova forma bastante eficaz de comunicação entre o anunciante e seu público, por conta da maior interatividade que traz na relação com o internauta.
Do primeiro deles aos novos formatos com vídeo em alta definição, o banner é um dos elementos mais tradicionais da internet.
Deve se adequar às novas tecnologias, novos espaços e principalmente aos novos costumes da audiência para continuar sendo uma mídia eficaz, para o anunciante, e atraente à disputada atenção do usuário.

Estamos na era da interatividade, onde mais e mais usuários buscam recursos diferenciados para se fidelizarem às marcas. O videobanner está ganhando considerável espaço para chamar a atenção dos internautas e, diante desse cenário, investir em formatos de mídia que estão no auge da inovação é uma estratégia fundamental tanto para branding como para aumento da probabilidade da venda.

 

 

 

 

 

 

 

 

Luciano Valença é Diretor de Desenvolvimento Web da Take 5, empresa especializada em comunicação corporativa.


Publicado por Luciano Valença em 6 de julho de 2010 Sem Comentários




Vídeo online, um caminho sem volta

Por: Paula Miranda*

Pense em como seria a internet sem os vídeos online. Quanta informação você deixaria de receber. Quantos trailers, clipes musicais e comerciais seriam desconhecidos. Rever os gols do seu time ou o último capítulo da novela seria impossível na web. Imagine então quantos anônimos jamais teriam se tornado celebridades.

O vídeo se tornou um dos recursos de maior audiência na internet e os números não param de crescer.  E contra fatos, ou melhor, pesquisas, não há argumentos. Segundo a comScore, instituto global de medição da web,  80% dos internautas nos Estados Unidos assistem a vídeos online. De acordo com o levantamento, esses internautas são quase 150 milhões de americanos.

Aqui no Brasil não é diferente, segundo os dados do IBOPE Nielsen Online, em dezembro de 2009, 23 milhões de brasileiros navegaram em sites de vídeos. O nosso interesse por vídeos é tanto que somos a segunda maior audiência do YouTube no mundo.

Mas nem sempre foi assim. Em minha opinião, são três os principais fatores que foram fundamentais para chegarmos neste cenário:

1) Penetração da Banda larga no país. Em 2009, mais de três milhões de novas conexões de internet de alta velocidade foram comercializadas, número que aponta um crescimento de 26,4% em relação ao ano anterior, de acordo com a consultoria IDC Brasil. Isso reflete que com uma conexão melhor, os brasileiros assistem a vídeos online com muita facilidade.

2) Tecnologias mais acessíveis: filmadoras, câmeras fotográficas digitais, computadores e celulares. Estes recursos estão cada vez mais baratos - o que incentiva os usuários à produção amadora de vídeos. No que diz respeito à tecnologia em publicação e ao gerenciamento de vídeos, hoje é possível que qualquer usuário, por meio de soluções especializadas, subir, editar e compartilhar um arquivo em minutos. A evolução do streaming – a tecnologia de transferência de dados - também colabora para que os conteúdos sejam carregados em menor tempo e maior qualidade.

3) Crescimento das redes sociais. Dos brasileiros conectados a internet, 80% participam de redes sociais, o que contribui diretamente para o compartilhamento de vídeos pela web.

Por essa enorme aceitação dos consumidores, o vídeo online se tornou uma das ferramentas mais eficientes do marketing digital. Utilizando os recursos de som e imagem, o vídeo tem a capacidade de envolver emocionalmente o internauta como nenhum outro meio.

A audiência dos vídeos online é tão crescente que as agências têm se preocupado em produzir filmes especialmente planejados para a web, adequando a linguagem ao público que deseja atingir. Até porque um conteúdo virtual não pode ser demasiadamente longo, já que o internauta tem um comportamento mais impaciente do que de um telespectador. No ambiente web, o vídeo compete diretamente com outras aplicações, como: emails, sites, músicas e chats. Por isso, captar a atenção do público-alvo é um grande desafio.

Atualmente, existem no mercado diversas ferramentas modernas para a utilização de vídeos nas campanhas online. Por exemplo, é possível enviar um email marketing integrado com vídeo, no qual o link fica disponível no próprio corpo do email, ou seja, sem arquivos pesados em anexo e apenas um clique para iniciar o conteúdo.

O email marketing com vídeo é uma excelente solução que contribui para a viralização das campanhas. Outra opção que vem ganhando espaço é o videobanner, uma alternativa mais interessante porque diferente dos banners comuns, esta ferramenta traz um conteúdo mais dinâmico. Sem contar ainda com as TVs corporativas, nas quais as marcas reúnem em uma plataforma só, todos os seus vídeos, deixando-os disponíveis para que consumidor assista, dê nota, comente e compartilhe.

 A tendência para aqui a alguns anos é que tudo seja visto online, inclusive a programação da TV. Em meio há tantos conteúdos, as marcas terão que fazer uso de diferentes ferramentas para atrair a atenção do público e convencê-los a dar o play em seus conteúdos.

Paula Miranda é Coordenadora de Projetos da Take 5, empresa especializada em comunicação corporativa.


Publicado por Paula Miranda em 27 de abril de 2010 Sem Comentários




Email marketing e vídeo: o benefício dessa integração

Por Ricardo Franco

De acordo com o instituto de pesquisa MarketingSherpa, vídeo online é o segundo meio que exerce maior  influência em processos de tomada de decisão durante o ciclo de compra online, perdendo somente para as revisões e comentários de outras pessoas (MarketingSherpa Business Technology Marketing Benchmark Guide).  Parece claro então que nenhum esforço de marketing on line fica completo sem vídeo para acelerar o processo de compra do consumidor, conforme mostra a figura abaixo:

MarketingSherpa Business Technology Marketing Benchmark Guide 2007 – 08

 

Também de acordo com outro instituto de pesquisa, o E-Marketer, há quase 500 milhões de assinantes de banda larga no mundo, sendo que 80% destes assinantes acessam vídeo online regularmente. Parece então natural que os consumidores já esperem encontrar vídeo em todos os websites visitados, caso contrário a percepção é de que alguma coisa está faltando.

                O email marketing já tem sido usado durante todo o ciclo de compra online e pode se tornar muito mais efetivo se incorporar vídeo, não anexado, mas iniciando o vídeo com um simples toque, de um servidor especializado em manter fluxos (streamings) de vídeo com qualidade e sem necessidade de players adicionais - é o videoMail marketing ou VideoMailing®.

                Vejamos alguns exemplos de uso desta ferramenta de marketing durante todo o ciclo de compra online:

                Branding & Awareness (Apresentar a Marca): Nesta fase, os consumidores estão sendo apresentados, começando a se familiarizar e aprender sobre a marca, seus produtos, serviços e concorrentes. Vídeo pode ter a capacidade de capturar o interesse e envolver emocionalmente o consumidor como nenhum outro meio. A capacidade de contar uma história e passar uma mensagem de forma universal, às vezes sem necessidade de palavras, é um dos pontos mais efetivos do vídeo para se construir uma marca através da experiência do consumidor. Um VideoMailing® pode ser aplicado como anúncio, marketing viral ou comunicação oficial da marca incorporando todos estes benefícios.

 

Interest & Consideration (Despertar Interesse e Consideração para a Marca): Durante a fase de Interesse e Consideração, potenciais compradores precisam ser conectados aos benefícios dos produtos ou serviços que devem ser apresentados através de uma clara proposta de valor. O vídeo oferece a possibilidade trazer à vida estes produtos e serviços, oferecendo uma experiência completa por ultrapassar barreiras culturais ou de linguagem. Um VideoMailing® usando, por exemplo, o formato de “video tour virtual” sob demanda do usuário pode oferecer diferentes níveis de profundidade nas informações visualizadas e satisfazer todos os interessados.

Além disso, nesta fase a mensuração de resultados através de “analytics” de acesso dos interessados é de vital importância para sintonizar melhor o conteúdo e melhorar a afinidade da mensagem à audiência desejada.

Evaluation (Avaliação do Produto ou Serviço): Na fase de avaliação os consumidores estão prontos para mergulhar mais fundo nas características do produto ou serviço. Eles procuram por validação ou confirmação de que suas necessidades serão atendidas. Vídeos de maior duração, acionados por um VideoMailing® de degustação, podem fazer a diferença no processo de decisão e serem mais efetivos do que qualquer outro formato. Estudos de caso e vídeos testimoniais com depoimentos de clientes são os mais recomendados nesta fase. E podem ainda ser apresentados em alta definição ou full screen, aumentando o impacto e a experiência pessoal do consumidor.

 

Purchase & Loyalty (Compra e Fidelização do Consumidor): Manter e fidelizar clientes através do relacionamento contínuo e excedência das expectativas é a melhor prática de marketing nos dias atuais – por isso profissionais de marketing continuam investindo nos consumidores, mesmo durante um longo período após o momento da compra. Não importa se a finalidade é informação, treinamento, reforço de marca ou conteúdo estratégico para novos lançamentos e posicionamentos no mercado, um bom vídeo associado à iniciativa de email marketing oferece a maneira mais atraente e efetiva de fidelizar um consumidor e mantê-lo sempre no ecossistema da marca.

 


Publicado por Paula Miranda em 23 de fevereiro de 2010 Sem Comentários




A experiência do varejo global no maior evento do setor: O BIG SHOW DO VAREJO 2010

NRF 2010 - CONVENÇÃO E EXPOSIÇÃO - NEW YORK 
Por Alceu Costa Junior*
CENÁRIO

Foi curioso perceber, nessa minha primeira participação da NRF (National Retail Federation) em Nova Iorque, justamente num ano tão atípico, a energia despendida pelos profissionais do varejo americano na tentativa de entender a situação atual e principalmente vislumbrar caminhos para a retomada das vendas.  No entanto, apesar de estarem arregaçando as mangas e fazendo tudo que está ao alcance, a solução definitiva parece ainda estar longe…..Segundo eles mesmos: empregos, empregos e mais empregos!!!!

Num dos painéis de discussão, Allen Questrom, diretor do Wal-Mart Stores, levantou que na última década a população americana aumentou em 30 milhões.  Porém, nessa mesma época não houve crescimento na oferta de empregos e o poder aquisitivo da população recuou em 10%.

Apesar deste cenário e mesmo tendo saído de um ano de crise global, as previsões para 2010 são de estabilidade…sem crescimento, o que demonstra um otimismo responsável.

Neste contexto, os varejistas estão voltando suas atenções para as “Necessidades” e deixando em segundo plano os “Supérfluos”.

Ainda segundo Questrom, a internet responde por cerca de 7% das vendas do varejo, mas é o website que leva o consumidor até a loja, pois é lá que acontece a pesquisa. Então ele tem que ser realmente muito bom, mesmo que não traga resultados objetivos/diretos(ROI).  Entretanto, 75% das decisões de compra são feitas na loja, o que ressalta a importância de um ponto de venda bem trabalhado em termos de experiência de marca, experimentação de produto, merchandising e treinamento qualitativo para a força de vendas.

ANÁLISE E GESTÃO DO NEGÓCIO

Uma das tônicas encontradas na feira da NRF 2010 foi a presença de soluções cada vez mais avançadas para análise do comportamento do consumidor no ponto de venda.  Desde gôndolas que detectam a presença de um consumidor por infravermelho e a retirada de um produto através de uma balança, até soluções mais sofisticadas que integram câmeras espalhadas por toda a loja que, por reconhecimento biológico (face-recognition, nesse caso), conseguem traçar os caminhos mais percorridos por cada grupo de consumidor, bem como quais produtos foram retirados das prateleiras e levados ao caixa.

Entretanto, no meu entendimento, as principais evoluções dessas soluções estão na captura automática e análise dos dados pelos softwares de gestão.  Com base em parâmetros pré-definidos estes dados podem ser acessados em tempo real, permitindo que o gestor da loja possa tomar decisões de posicionamento de mercadorias em locais estratégicos, gerenciamento de categorias baseado no comportamento do seu consumidor, no ambiente real da sua loja, melhorando assim as taxas de conversão de ações e promoções dirigidas.

O foco aqui é realmente conhecer o consumidor, seus hábitos, suas necessidades através de dados coletados no próprio ponto de venda, com todas as suas facilidades ou limitações arquitetônicas, no momento real de sua compra, sem qualquer interferência que possa mascarar ou gerar tendências nos resultados.

MOBILIDADE/PORTABILIDADE

A disponibilidade de mais um meio de comunicação com o consumidor também parece estar sendo bem explorada. Existem exemplos simples de utilização como uma capinha para o iPod Touch que o transforma em um terminal de pagamento com cartão de crédito/débito, tirando o consumidor da fila do caixa e, portanto, melhorando sua experiência na loja. Além disso, há outras mais sofisticadas como a colocação de QR Codes nas gôndolas que podem ser lidos pelos smartphones, trazendo informações mais detalhadas sobre aquele determinado produto, como métodos de produção sustentáveis, recomendações de uso, combinações com outros produtos da marca, vídeos com receitas e outros conteúdos que reforçam o estabelecimento de uma relação do cliente com a marca.

Outra forma muito interessante de interação através do celular foi apresentada num case londrino, no qual a loja utilizava um game interativo em um painel eletrônico fora do estabelecimento para atrair o público de pedestres (http://tv.take5filmes.com.br/?video=52). Ao passar pela rua, o painel chamava os pedestres a utilizarem seus smartphones como controles remotos para jogarem e, com isso, concorriam a prêmios que poderiam ser retirados imediatamente na loja.

Isso mostra que as possibilidades tecnológicas estão cada vez mais acessíveis e que basta criatividade por parte das agências e vontade de inovar por parte da indústria e do varejo. Tendo sempre em mente que inovar significa correr risco.  Talvez seja difícil a tarefa de comprovar o retorno do investimento um uma ação como esta, mas é nessa hora que os imponderáveis devem ser considerados, pois eles carregarão a marca para o próximo nível de inovação e relacionamento com seu consumidor.

ALGUMAS DICAS PARA ON LINE STORES

Na tentativa de agregar valor àqueles 7% de participação da internet nas vendas do varejo e já que é o website que leva o consumidor até a loja, onde a decisão final é tomada, separei algumas dicas colhidas no decorrer do congresso da NRF 2010, que compartilho a seguir indicando inclusive as referências correspondentes:

- Social Shopping - Algumas lojas, especialmente no setor de moda, já estão se utilizando das redes sociais para divulgar seus produtos.  Alguns sites promovem a criação de looks pelos usuários que podem ser compartilhados, sendo que cada look remete rapidamente a compra dos itens que os compõem (Ex.: www.polyvore.com).

- Empower and Help Customer - Uma boa loja virtual deve ajudar o consumidor e dar a ele o poder de criar, interagir e experimentar. Um bom exemplo é a online store da Converse que permite que o usuário experimente cores, crie seu modelo personalizado, visualize de diversos ângulos, compartilhe com seus colegas e efetue a compra do produto idealizado (www.converse.com).

- O Conteúdo Vira a Interface - Um web design criativo pode integrar tão bem os produtos a ponto deles se tornarem a própria interface de navegação e compra (Ex.: www.gucci.com).

- Entretenimento e Diversão - Com consumidores cada vez mais exigentes, proporcionar uma boa experiência online é fundamental. Nesse quesito, o vídeo faz um papel importantíssimo criando um elo emocional com a marca e os produtos.  Todos os setores que envolvem compras emocionais (moda, turismo, entretenimento etc) perceberão um aumento na utilização de recursos em vídeo (Ex. www.dvf.com).

Mas vale reforçar o que já foi dito antes: estes investimentos, apesar de acontecerem no online, devem compartilhar os resultados de venda obtidos na loja física, pois apesar de só 7% das vendas ocorrerem online, é no website que acontecem as pesquisas e portanto é ele que leva o consumidor até a loja.

OPORTUNIDADES

Durante os últimos anos, o varejo americano reforçou muito sua habilidade para o auto-serviço, onde o consumidor faz tudo sozinho, sem qualquer ajuda do vendedor.  Com as dificuldades atuais, estão resgatando alguns conceitos de serviço e atendimento personalizado, nos quais nós brasileiros somos experts.

Eu vejo duas necessidades e oportunidades para aprendermos com tudo isso.  Nas lojas físicas, nossos vendedores e promotores já têm a vantagem do bom humor, do atendimento cordial incorporado na sua cultura.   Porém, ao contrário dos americanos, devido à sua condição social, normalmente não são consumidores dos produtos que vendem.  Por isso, existe uma grande necessidade de receberem treinamento de alto nível sobre os argumentos de venda.

Já no varejo online, bombardeado por spam’s, banners altamente intrusivos e outras sortes de publicidades extremamente agressivas, o consumidor brasileiro busca mais informação, mais conteúdo sobre os produtos e menos “malho de venda”.  Nós estamos apostando numa categoria que meu sócio, Ricardo Franco, apelidou de “AdverTraining”, na qual utilizamos nossa especialidade, os vídeos online, para passar aos consumidores informações úteis sobre os produtos, na hora certa, no local certo e na medida certa. 

Afinal, um consumidor exigente com serviço como o brasileiro, não é exigente apenas na sua loja física, mas também na online.

Concluindo, o que fica para mim dessa primeira imersão no mundo do varejo global é a necessidade de continuarmos investindo em nossos preciosos valores culturais e equilibrarmos com a valorização das ondas e flutuações dos gráficos de vendas.

* Alceu Costa Junior é Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Take 5, empresa especializada em comunicação corporativa.


Publicado por Alceu Costa Júnior em 20 de janeiro de 2010 Sem Comentários




Extensões da E-Aprendizagem: E-Training indo além do E-Learning

Por Ricardo Franco*

Já falamos anteriormente que o E-Training é uma modalidade de treinamento que complementa o E-Learning tradicional com algumas características importantes quando a não obrigatoriedade está presente e o incentivo se torna mais importante. A flexibilidade de acesso sob demanda é a mesma do E-Learning, mas vai além das fronteiras de relacionamento direto, atingindo usuários internos, externos, potenciais parceiros e clientes.

Acima de tudo, o conteúdo e formato devem ser motivadores e apresentados por instrutores reais com identidade, cargo e função relacionados ao conteúdo do E-Learning,  trazendo credibilidade para a mensagem e criando um canal exclusivo de interação entre treinando e instrutor.

A E-Aprendizagem complementa a aprendizagem presencial sempre que há desafios geográficos de cobertura nacional, desafios de tempo para o treinamento (já que a execução pode ser feita sob demanda) ou necessidade de atualização frequente e simultânea de conteúdo.

A experiência mostra que há diversos usos da E-Aprendizagem. Existe um uso mais corporativo “B2B” para capacitação (Informação, Marketing, Vendas, Logística etc) e comunicação(Corporativa e Institucional). Contudo, o uso que tem mais crescido é o uso corporativo “B2C”, mais direcionado à formação pessoal para informação e desenvolvimento de habilidades.

Novas modalidades de treinamento têm surgido e novas nomenclaturas estão sendo criadas como o “AdverTraining” (comunicação e treinamentos em forma de anúncios) e “EnterTraining” (treinamento em formato de entretenimento).

Muito se fala sobre o ROI da E-Aprendizagem, que com certeza deve levar em conta uma ampla definição de benefícios e investimentos, mas certamente não será tão rico se não houver acompanhamento do aproveitamento com alguma certificação. O feedback interativo e individual também deve produzir informações que, se usadas adequadamente, tornam-se inteligência de mercado a respeito de usuários e ambientes de negócio.

Exemplos reais podem produzir ROI calculado de forma tradicional bastante positiva, porém os benefícios contínuos, intangíveis ou indiretos, talvez sejam ainda maiores.

Quanto vale…?

1. Estimular a interação e colaboração dos usuários da E-Aprendizagem?
2. Ouvir diretamente as perguntas e feedback (positivo e negativo) dos usuários no momento do treinamento?
3. Ouvir os desafios de negócio em um canal direto e confidencial com a Matriz ou Fornecedor e poder tomar ações para cada região ou família de produtos?
4. Fidelizar o usuário: transformar o seu site de e-treinamento em um canal/portal de informação de acesso permanente dos usuários?
5. Ter acesso a milhares de vendedores em todo o Brasil que possuem a percepção do valor que a E-Aprendizagem traz para a sua capacitação e resultado pessoal?

A E-Aprendizagem…

1. Completa a aprendizagem presencial e o e-Learning tradicional.
2. Gera valor e credibilidade.
3. Demanda acompanhamento e investimento.
4. Traz benefícios além do financeiro / imediato.
5. É um tipo de comunicação corporativa em constante evolução.
 *Ricardo Franco é Diretor de Relacionamento e TI, da Take 5, empresa especializada em comunicação corporativa. ricardo@take5.com.br


Publicado por Paula Miranda em 19 de janeiro de 2010 Sem Comentários




ROI em Treinamento e Desenvolvimento: Custos que geram resultados imediatos ou investimentos que produzem benefícios futuros?

Por Ricardo Franco*

 

 A importância de garantir que os projetos tragam benefício e valor agregado para as organizações é um fator que parece óbvio e acredito que tenha sido o motivador da criação do ROI (Return On Investment). Porém, em minha opinião, a expressão ROI ficou generalizada demais e passou a ser usada sem levar em conta o contexto real do seu uso. O que dizer de um projeto que pode gerar resultado positivo para outro projeto ou área da empresa seo ROI for medido num contexto muito específico e não refletir estes benefícios adicionais?

 

Todas as áreas internas de uma organização devem propor maneiras de medir os resultados de sua atuação para poder priorizar projetos e competir por recursos. Escolher a melhor metodologia de medição e avaliar o ROI dos projetos é essencial.

 

Para a área de T&D (Treinamento e Desenvolvimento), esta metodologia pode tornar-se uma ferramenta de decisão estratégica se o ROI for bem aplicado, considerando os benefícios diretos e indiretos, tangíveis e intangíveis, imediatos e futuros. A fórmula clássica utilizada é comparar resultados obtidos durante um tempo limitado (esquecendo-se dos benefícios futuros que T&D gera) com custos efetuados durante este período. Ao invés de custo, a palavra é investimento futuro para que se tenha uma nova medição dos resultados em longo prazo.

 

Para isso, o ROI deve ser redefinido por se tratar, nesse caso, de uma atividade educacional: educação não se mede por resultados passados e sim por benefícios que a atividade de T&D irá produzir num futuro próximo. O investimento também deve ser redefinido, pois como a própria definição de investimento nos mostra, ele tem que ser considerado como um investimento que trará resultados no futuro (até porque T&D deve ser uma atividade continuada) e não custos passados, como são comumente aplicados.

 

O grande desafio é encontrar medidas que mostrem os resultados em longo prazo. Quanto vale uma equipe de atendimento ao consumidor melhor preparada após um período de T&D com cursos de conteúdo comportamental, postural e técnico? Como avaliar o impacto na satisfação geral dos clientes e aumento nas vendas? Depende também da natureza do negócio e do mercado, onde a organização está inserida. Não há uma única resposta, mas é essencial criar esta régua de medida ao longo do tempo.

 

Vejamos um exemplo baseado em fatos reais: quatro mil vendedores foram treinados durante seis meses em um programa de E-Aprendizagem. Supondo que ½ vendedores capacitados nos produtos passem a vender um produto a mais por mês e, então, teríamos dois mil produtos/mês como venda adicional. Se a média de preço do produto for R$ 1 mil, teríamos renda extra de R$ 2M/mês ou R$ 24M/ano.

 

Considerando somente 15% deste valor (como margem, lucro ou mesmo fator de segurança deste caso), ele significa um adicional de R$ 3.6M/ano em um programa de E-Aprendizagem que teve investimento anual no programa, menor que R$ 360 mil. Qual é o ROI? 10 vezes o investimento? 1000 %? Payback de um mês?

 

Pode ser, porém talvez os benefícios contínuos, intangíveis ou indiretos, sejam ainda maiores. Quanto vale…

… estimular a interação e colaboração dos usuários da E-Aprendizagem?

… ouvir diretamente as perguntas e feedback (positivo e negativo) dos usuários no momento do e-treinamento?

… ouvir os desafios de negócio em um canal direto e confidencial com a Matriz ou Fornecedor e poder tomar ações para cada região ou família de produtos?

… fidelizar o usuário: transformar o seu site de e-treinamento em um canal/portal de informação de acesso permanente dos usuários?

… ter acesso a milhares de vendedores em todo o Brasil que possuem a percepção do valor que a E-Aprendizagem traz para a sua capacitação e resultado pessoal?

 

Imediatismo e consideração de escopo muito reduzido são os fatores que mais atrapalham o cálculo de ROI. Vendedores melhores treinados podem não produzir resultados imediatos nas vendas, devido às sazonalidades do mercado específico desta organização ou da economia em geral, porém os benefícios de satisfação dos atuais e potenciais clientes (após esta sazonalidade) devem ser considerados, mas são difíceis de medir. Vendedores com maior preparo também tendem a fornecer melhores feedbacks para as áreas de produção e desenvolvimento de produtos, o que permite criar um círculo virtuoso de melhoria de qualidade e portfólio de produtos, extremamente complexo de avaliar e medir, porém essencial para a organização.

 

 *Ricardo Franco é Diretor de Relacionamento e TI, da Take 5, empresa especializada em comunicação corporativa. ricardo@take5.com.br


Publicado por Paula Miranda em 19 de janeiro de 2010 Sem Comentários




A nova comunicação corporativa das empresas na era pós web 2.0

Por Ricardo Franco

A nova Comunicação Corporativa das empresas passou a exigir alinhamento entre todos os níveis da empresa, desde a direção geral até aos cargos mais operacionais a fim de garantir consistência e credibilidade aos diferentes públicos atingidos. A mensagem também passou a ser integrada para estes diversos públicos: sejam eles internos, terceirizados, parceiros de negócios e clientes. Todos devem ter a mesma percepção da marca e receber as diretrizes e novidades da empresa de forma unificada.

Na era pós web 2.0 toda empresa precisa pensar ainda mais nessa interação, a qualquer momento (anytime), de forma instantânea (real time), disponibilizando a comunicação através de qualquer dispositivo (any device), e com abrangência geográfica sem limites (anywhere).

Muitos consideram que na década de 90 viveu-se a ‘Era do Marketing” como estratégia orientada ao mercado e atendimento ao cliente , com a utilização de sistemas de informação como o “CRM – Customer Relationship Management”. A partir daí, por conta da comunicação globalizada, nasce uma nova era: “Informação e Conhecimento”, onde a gestão estratégica é definida para criação de valor ao cliente, na integração homem-tecnologia. Nesse contexto, surge a necessidade de novos sistemas, desta vez, com foco em comunicação integrada, algo muito mais amplo possibilitado pelos diversos canais interativos disponíveis e ferramentas criadas a cada minuto.

É justamente nesse momento que entramos com uma das peças mais fundamentais para aplicação dessa integração. O email marketing, hoje tido como essencial na comunicação entre empresas, clientes, prospects, suspects, colaboradores e parceiros, vem se tornando peça chave na interação de linguagem – adequada – entre emissores e receptores.

Pela agilidade, mensurabilidade, interatividade e possibilidade de altas taxas de resposta, o email marketing chega em um dos momentos mais propícios para acompanhar a nova era, mais uma vez, com foco no valor ao cliente. Sem contar, é claro, com a possibilidade de investir menos e ganhar mais retorno de marca, em relação a outros meios convencionais como postagem de mala direta pelos correios.

Aliás, diferentemente da mala direta, o canal propicia algo muito maior: o relacionamento digital. Como saber quem abriu sua campanha impressa de mala direta? No meio digital, a capacidade de mensuração é incrível e permite que os envios de email não sejam simplesmente restritos a um meio para divulgar ofertas de vendas de produtos e serviços. Na verdade, se torna eficaz quando se percebe que pode utilizá-lo a seu favor e, principalmente, a favor do público-alvo.

A newsletter, por exemplo, é um exemplo de boletim periódico, altamente utilizado pelo mercado editorial e enviado regularmente aos leitores, clientes e visitantes. O objetivo da newsletter, quando também aplicada pelo mercado corporativo como forma de gerar conteúdo ao target que se quer atingir, é manter o nome da empresa vivo na mente do cliente, além de apontar sempre o caminho para o seu site onde informações mais completas, análises detalhadas e conteúdos complementares estarão disponíveis. Mas lembre-se, só é eficaz se trouxer alguma utilidade para os destinatários contendo realmente informações de valor agregado.

No caso do mercado Editorial, os benefícios são mais intrínsecos ainda. Além de utilizar plataformas de envios para automatização dos envios, ele pode interagir com o leitor – diferentemente do meio impresso -, avaliar o gosto e a preferência dos leitores, obter o feedback sobre o conteúdo e linha editorial.

Bom, mas até então, todos sabemos que a notoriedade desse canal vem se tornando diretamente proporcional a sua demanda e hoje já faz parte da realidade de uma boa fatia de mercado. O que há de diferente?

Sempre que algo se torna mais comum, a tecnologia trata de trazer algo… diferente. Junto com a era da “Informação e Conhecimento”, vivemos o momento “Inovação”. A arte de se comunicar sempre requer novidades, afinal, o mercado anseia por isso. Como diretor da Take 5, em alinhamento com nossa equipe, decidimos apostar na integração de duas ferramentas que crescem continuamente. Já falamos da ascensão do email marketing e, o que acontece quando se integra ao vídeo online? Inovação.

Buscamos a Virtual Target, plataforma não apenas de envios de emails, mas que permite tudo o que citamos anteriormente – mensuração, segmentação… relacionamento. Sim, o objetivo foi único: integrar dois sistemas que, juntos, podem trazer o que nossa cultura busca em mídias digitais – o valor que ela espera pela personalização da comunicação via email, de acordo com sua prática atual. O número da audiência por vídeos evolui dia a dia. Por que não atender a essa nova ‘demanda’?

Para isso, surge o VídeoMailing. Arrisco-me a dizer que hoje é o único sistema no país que trabalha de forma integrada exatamente de acordo com o que o mercado aguarda. Claro que o vídeo não é anexado ao email, mas sim uma referência ao mesmo através de um link explícito ou implícito em uma figura ou texto. Quando acionado, este link traz o vídeo armazenado em servidores especializados em vídeo streaming, ou seja, com a capacidade de tocar vídeo em modo contínuo com qualidade e servir diversos usuários simultaneamente, quando necessário.

Nesse cenário, fica a dica ao profissional de mídia digital, comunicação e marketing: assim como qualquer vídeo produzido e usado de forma off line, o vídeo a ser integrado ao email deve ser pensado como peça de comunicação de acordo com a finalidade desejada: informar, criar ou provocar opinião, convidar, capacitar ou divertir. Em qualquer situação, deve obedecer às diretrizes da internet, ou seja, ser breve, direto e levar a alguma ação bem definida. E ainda, nunca ser chato e aborrecer o destinatário. O foco aqui é surpreender e não assustar.

Você já pensou em segmentar, personalizar e customizar, certo? Se a receita correta já está sendo aplicada e todos já conhecem, arrisque-se com uma pitada de inovação. Você vai assistir - aos vídeos -, só que dessa vez, de camarote!


Publicado por Paula Miranda em 18 de dezembro de 2009 Sem Comentários




Quais as tendências da nova comunicação corporativa adotada pelas empresas?

Por Ricardo Franco, Diretor de Relacionamento e TI da Take 5.

Podemos apontar várias tendências já identificadas pelas organizações, mas um ponto parece ser comum na evolução da comunicação: deve ser integrada por vários canais e usando as vantagens reservadas ao mundo digital.

As novas ferramentas de comunicação têm mostrado que o valor percebido da empresa é a experiência do usuário através de conteúdos e informações colaborativas. Sim, chegamos à era da Colaboração e quem não levar em conta a opinião e comentário de seus clientes internos e externos, prospects, parceiros e públicos diversos que fazem ou podem vir a fazer parte de seu universo, tem grandes possibilidades de ser vencido pela concorrência.

Em tempos “colaborativos”, a forma como o mercado enxerga e expõe sua marca tem muito mais valor que o institucional oficial utilizado nos modelos tradicionais de comunicação.

Muito se tem falado sobre como a comunicação deve ser feita e como a marca de uma empresa pode ser afetada. O mercado já demonstra sinais de consenso sobre a relevância da integração de estratégias alinhadas para atingir todos os públicos, sejam eles internos ou externos. A direção geral tem usado mensagens que reforçam campanhas operacionais no mercado? Numa época em que cada empregado e consumidor tornam-se replicadores de conteúdos e ideias, qualquer desalinhamento certamente vai aparecer rapidamente e comprometer os resultados. Blogs e microblogs certamente denunciarão qualquer falha.

As áreas de negócio estão em contato com os responsáveis pela comunicação institucional? Todos estão levando em conta que se espera interação instantânea através de qualquer dispositivo de comunicação vindo de todos os lugares ao mesmo tempo?

As empresas mais bem sucedidas estão focando sua comunicação corporativa na interatividade. Elas já sabem que cliente interno, externo, parceiro, fornecedor, mercado e competidor usam ferramentas de comunicação digital para tirar proveito da interação e disponibilidade instantânea do meio digital com o intuito de opinar, sugerir e, também, reclamar.

O foco da comunicação atual parece estar migrando de processos ou produtos para gestão da informação. Muito mais do que lançar soluções, é preciso gerenciar a marca. A interatividade permite descobrir o que o seu público quer e não o que você quer oferecer a ele. Já pensou nos investimentos feitos de forma assertiva? Qual a probabilidade de vender mais quando as sugestões vêm do mercado em relação aos serviços e produtos criados internamente?

A web não existe apenas para o que se era utilizado anteriormente como enviar e receber emails, acessar sites…a geração Y – essa que já é ou será seu cliente num futuro muito próximo – criou novos recursos como sites de relacionamento, blogs, twitters, entre outros e “impôs” a liberdade de opinião de uma forma muito mais expressiva e diferente, pois, no mundo digital, a informação é livre e, principalmente, pública.

O que fazer? Acompanhar, interagir, fazer de todos esses novos formatos de comunicação ferramentas utilizadas a seu favor. Se é possível saber, é possível criar, só que agora, sob específica demanda. Além da colaboração, estamos vivendo também a era da customização.

O desafio então passa a ser a capacidade de desenvolver relações com as audiências específicas para compreender seus desejos e necessidades a fim de oferecer soluções inovadoras. A nova comunicação corporativa integrada deve ser o resultado de estratégias bem definidas como “O que a empresa quer ser”, mostrando as competências essenciais e “O que a empresa pode fazer bem”, através de ferramentas interativas em linguagem universal.

Soluções colaborativas de vídeos online parecem oferecer o meio adequado para comunicar, capacitar, catalizar e convidar as audiências a participarem ativamente como fontes opinativas sobre a marca.

Em tempos não muitos distantes, o departamento de marketing e comunicação produzia o conteúdo. Agora ele integra o trabalho de explorar e comunicar a percepção de valor deste conteúdo para as audiências. É o marketing de permissão interativo e não a interrupção unilateral em massa.

As empresas estão migrando suas estratégias de negócio do ciclo produzir-e-vender (make-and-sell) para avaliar-o-mercado-e-responder (send-and-respond). Existe linguagem mais universal que a imagem? Existe canal mais disponível e colaborativo que a internet?

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Ricardo Franco em 18 de junho de 2009 Sem Comentários




Mercado Editorial: das páginas aos vídeos na web

Até bem pouco tempo atrás, quando disponibilizar um site na internet ainda era um diferencial, o mercado editorial limitava-se a migrar para a internet o conteúdo publicado nas revistas e jornais. Só que hoje, esta atividade tornou-se obrigação e o diferencial está em quem oferece ao seu usuário ferramentas que promovam uma experiência cada vez mais interessante.

Com o boom dos vídeos online, os grandes veículos e até mesmo os meios mais especializados de mídia impressa estão descobrindo um canal promissor e se adaptam a esta tendência, iniciando a produção de conteúdos interativos, buscando gerar notícias, entrevistas e matérias de forma diferenciada. O que vejo é um novo aproveitamento da web, o acompanhamento dos recursos que antes eram considerados tendências e hoje se tornam realidade. A iniciativa é resultado de um fato: o comportamento do público, que começa a mostrar maior interesse pela interatividade online.

A aderência dos internautas aos vídeos online é tão crescente que a demanda de anunciantes dispostos em investir neste tipo de mídia tem aumentado cada vez mais, o que incentiva a entrada de quem ainda não tem sua TV Online. Um investimento gera o outro, as oportunidades na web se complementam pelo interesse de todos – internauta, veículo de comunicação e anunciante.  

Mesmo que a crise econômica mundial, por hora, desanime algumas expectativas, as pesquisas são unânimes em apontar o crescimento da audiência e dos investimentos. De acordo com um levantamento feito pelo comScore, nos Estados Unidos, somente no mês de novembro de 2008, a audiência dos vídeos online cresceu 34% e a empresa de pesquisa eMarketer prevê um acréscimo de 45% nos gastos para produção de vídeo para web, ainda este ano.

No que diz respeito à tecnologia em publicação e gerenciamento de vídeos, o cenário também é motivador. Através de soluções especializadas em vídeo, hoje é possível subir um arquivo em minutos após gravar uma entrevista. Simples como postar informações escritas na web. Um upload com uma breve descrição e pronto! A matéria já está no ar com o frescor típico da internet.

Na verdade, este é o grande diferencial dos vídeos online: a rapidez da informação.  O internauta está mais preocupado com o conteúdo do vídeo e a agilidade da informação. E Cabe ao editorial trazer para o público notícias detalhadas.

Comportamento do leitor, recursos em tecnologia, investimentos dos anunciantes, interatividade e inovação. Os motivos para o mercado editorial apostar nos vídeos online são muitos. Eles não só abriram novas portas, como também criaram mais oportunidades de visibilidade para conteúdos antigos ou para os que ainda nem foram lançados. Basta que um usuário se interesse para que algo seja compartilhado a milhares de internautas e torne-se um sucesso repentino, tanto que o marketing viral neste tipo de mídia vem ganhando ainda mais atratividade. O caminho foi invertido, se anteriormente iam parar na internet somente os vídeos que já eram sucesso na TV e no cinema, hoje é cada vez mais comum um vídeo “bombar” na web para depois se tornar um sucesso fora do mundo virtual.

Há quem dizia (e ainda diz) que com o tempo a internet acabaria com os jornais e revistas. Felizmente para o mercado editorial, pelo menos por enquanto, as teorias não passaram de especulação, os leitores ainda se interessam pelos impressos tanto quanto os anunciantes. Apesar das infinitas possibilidades de funções interativas e do baixo custo de produção, a internet não substitui a comodidade e a praticidade de ler uma mídia impressa. A rede veio para complementar os serviços prestados pelos veículos e também serve como uma ferramenta de marketing de grande potencial para fortalecer suas marcas e fidelizar os leitores.


Publicado por Paula Miranda em 4 de março de 2009 Sem Comentários




E-Learning ou E-Training?

A globalização separou o aprendiz do professor tanto física como temporalmente. Hoje é possível que se aprenda sem estar fisicamente no mesmo local do professor e tampouco no mesmo momento. Esse recurso, conhecido como Ensino a Distância - EaD ou E-Learning -, vem sendo amplamente adotado por instituições acadêmicas e cobiçado por corporações que precisam treinar seus funcionários, sua força de vendas, seus representantes, de maneira unificada e vencendo barreiras territoriais intercontinentais.

Mas será que os recursos de E-Learning são adequados para treinamentos nos quais, na maioria das vezes, o grande interessado no processo é a corporação e não o treinando? A resposta é: não! Da mesma forma que se estabeleceu o E-Learning para o Ensino a Distância (EaD), é preciso que se estabeleça o E-Training para o Treinamento a Distância (TaD).

O E-Training deve ser mais interativo, deve aplicar com propriedade os recursos de multimídia, valendo-se de todas as inovações possíveis para tornar o treinamento mais agradável e especialmente respeitando os conceitos e premissas desse importante instrumento de comunicação corporativa.

Relação próxima com o treinador - Estabelecer uma relação próxima do treinador com o treinando é primordial. O mundo digital carece de calor humano. Assim, é preciso lançar mão de recursos como uma apresentação em vídeo do treinador para que este ganhe vida. A identificação vai garantir que o treinando encare de forma muito mais positiva o assunto apresentado. Seja pela sua qualidade ou pela propriedade com a qual o treinador o apresenta.

Participação interativa - Um erro comumente cometido no E-Learning é a falta de possibilidade de interação e participação ativa. Num treinamento corporativo, é muito importante que o treinador seja real e acessível ao treinando. Como se ele pudesse levantar a mão e fazer uma pergunta. Para isso, a possibilidade de interação entre ambos tem que ser garantida de forma que o treinando possa postar perguntas, dúvidas e comentários através de mecanismos como fóruns, blogs ou chats. E ainda mais importante, que estes sejam respondidos com agilidade pelo próprio palestrante ou por alguém em seu nome.

Conteúdo atual e dinâmico - A retenção do conteúdo apresentado num treinamento presencial está em grande parte relacionada a forma como é transmitido e ao seu ineditismo. No E-Training não é diferente. Pelo contrário, por não depender de um evento físico, espera-se que seja atualizado com mais agilidade e frequência. As apresentações devem ser dinâmicas e cativantes. Os recursos multimídia disponíveis atualmente nos permitem mostrar diagramas e gráficos de formas muito mais atrativas que um simples slide estático.  Em um ambiente digital, espera-se que estes recursos sejam utilizados sempre que possível.

Flexibilidade de acesso - Segurança é palavra de ordem em qualquer corporação minimamente organizada. Especialmente quando se trata do mundo digital. Por isso, é fundamental que as ferramentas utilizadas não dependam de qualquer instalação de aplicativos ou de um ou outro sistema operacional que possa desencorajar ou até discriminar o usuário. Ele quer ser livre e quer que as coisas funcionem como se promete. A boa experiência do treinando desde o primeiro contato com a ferramenta é condição para sua permanência e pode virar um grande trunfo para a corporação no futuro da sua comunicação com ele.

Motivação premiada - É comum a inclusão de diversos mecanismos de premiação ou estímulo aos participantes de eventos presenciais. Desde recursos visuais altamente elaborados, até a distribuição de prêmios por participação. Essa prática também não deve ser menosprezada nos E-Trainings. A verificação do conteúdo treinado (prova) pode se tornar um mecanismo de premiação. Um bom certificado de conclusão pode ser mais importante que um kit com caneta e bloquinho de rascunho.

Estatísticas gerenciais - Por fim, para uma empresa é muito importante poder mensurar o retorno dos investimentos realizados, inclusive com treinamentos. Os tão atuais mecanismos de Business Intelligence trazem consigo ferramentas extremamente poderosas de análise de eficiência dos recursos aplicados. Por isso é necessário que a ferramenta a ser utilizada para o E-Training de uma corporação tenha recursos flexíveis das estatísticas de acesso e participação em tempo real. Assim, cada passo pode ser monitorado de forma gerencial e não apenas estatística.

O acesso à banda larga vem crescendo exponencialmente no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os conteúdos multimídia estão cada vez mais familiares aos usuários e, por motivos culturais, o vídeo é o que mais os atrai. Estudos internacionais mostram que a utilização do vídeo on line, podcasts, blogs, fóruns e comunidades nas estratégias de comunicação das empresas é cada vez mais importante. Esse, portanto, é um caminho sem volta.

Diante desse cenário, as corporações devem atentar para as sutis diferenças, como aquelas entre E-Learning e E-Training. Embora possam parecer semelhantes, algumas particularidades podem ser fatores determinantes para o sucesso da iniciativa e o nível de especialização atingido por esse mercado permite aos dirigentes escolherem as ferramentas certas para cada caso.


Publicado por Alceu Costa Júnior em 3 de dezembro de 2008 Sem Comentários